O gato de Schrödinger
- Lara Rank
- 13 de jun. de 2023
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Atualizado: 14 de jun. de 2023
O Gato de Schrödinger é uma teoria ou até mesmo um paradoxo dentro da física quântica, onde o físico Erwin Schrödinger propôs a existência de um gato dentro de uma caixa, na qual conteria um frasco de veneno que poderia liberá-lo a qualquer momento, e por sua vez, esse frasco estaria ligado a um medidor de radiação, ligado a um átomo radioativo. Esse átomo possui 50% de chances de emitir alguma radiação nos próximos 10 minutos, e caso isso ocorra, por lógica o medidor de radiação irá disparar e quebrará o frasco de veneno, matando o gato.
Antes de abrir a caixa, é impossível prever se o gato estará vivo ou morto, portanto, as estatísticas de uma das possibilidades ficam em 50%. Caso as teorias que envolvem a física quântica estiverem corretas, é preciso aceitar que enquanto a caixa não é aberta, o gato está vivo e morto ao mesmo tempo. Calma, isso não significa que ele é um gato zumbi, apenas que, seguindo as regras quânticas, não é possível determinar o status de vida do gato.

Quando isso ocorre, chamamos o evento de Superposição Quântica, que é quando existem várias possibilidades para uma mesma situação e é impossível prever qual delas é a mais assertiva. E é exatamente esse fenômeno que fez Erwin Schrödinger desenvolver essa teoria, que, ao contrário do que muitos pensam, não foi elaborada para sustentar a existência da mecânica quântica, mas para derrubá-la.
Segundo ele e vários cientistas do começo do século XX, incluindo Albert Einstein, não é cabível que algo não possua uma determinação matemática certeira, neste caso, Schrödinger criou a tese do gato para mostrar como as leis quânticas são estranhas e sem cabimento, visto que, baseado em suas opiniões, o gato estar vivo e morto ao mesmo tempo era inaceitável.
No entanto, depois de muitas discussões com físicos que apoiavam e que negligenciaram a teoria do gato, Schrödinger elaborou outro pensamento. Esse pensamento consistia na possível junção dos dois lados, onde a única fonte de certeza viria dos testes empíricos, ou seja, dos resultados onde experimentos pudessem exprimir alguma resposta à problemática.
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