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Se aprofundando sobre a ganância capitalista.

  • Foto do escritor: Ponto de Vista
    Ponto de Vista
  • 21 de ago. de 2023
  • 1 min de leitura



Em busca por uma terra rica em petróleo, Daniel Plainview muda-se para a Califórnia junto a seu filho. Projetando uma imagem de homem de família, ele convence proprietários de terras locais a vendê-las por mixarias, assim, conquistando valiosas propriedades. Porém, o pregador Eli Sunday, filho do antigo dono das terras das quais Daniel agora usufrui, inicia um lento conflito com ele, ameaçando a vida de ambos.


Plainview é um homem extremamente ambicioso, e que coloca essa mesma ambição, acima de suas relações, desenvolvendo conflitos durante toda a trama. Seu filho, é um alvo desta sua ganância por poder, e de certa forma domínio, ao ser negligenciado durante o desenvolver dos acontecimentos envolvendo o “sangue negro”, o petróleo. Já Eli Sunday, pode ser interpretado como um obstáculo e adversário aos olhos de Plainview, por desafiar, mesmo que de forma sútil, seu espírito competitivo e sua sede por vitória.

“Sangue Negro” aborda as relações familares, Daniel e seu filho, e a influencia da religião e do fanatismo sobre as relações capitalistas, como no conflito entre Plainview e Eli, do qual pode ser compreendido como o mais significativo e simbólico do filme.

Um dos grandes pontos fortes, é o roteiro. Sendo fiel a sua temática complexa, este é muito bem estruturado e explorado do primeiro diálogo da narrativa até o último, apresentando uma qualidade rara.

“Sangue Negro”, é uma das maiores obras de época produzidas neste século, pois desenvolve seus elementos de forma congruente. E obra deve ser contemplada por todos que curtem uma narrativa simbólica e bem construída.


 
 
 

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